Minha trajetória de leitor produtor de textos, acadêmicos e literários ainda sem notoriedade, tem características que se afinizam com os relatos feitos, elegi dois com os quais me identifiquei mais. Num deles o mestre Ruben Alves cita a antropofagia no processo de formação do escritor, que primeiro foi leitor e devorou seus escritores. Como afirma “...É magia. Come-se o corpo de um morto para se apropriar de suas virtudes.” Continua acrescentando que é parte da perspectiva de vida de ser escritor ser devorado por seus leitores, cumprindo assim a finalidade de sua existência. Quis apropriar-me também da declaração de Moacir Scliar no que tange a constância e ao mesmo tempo a paradoxal irregularidade do processo, ao incentivo do exercício do rascunho e desapego pelo texto que não satisfaz, pois represeta bem o árduo trabalho de produção escrita.
Os depoimentos dos colegas são enriquecedores pois socializam em suas experiências, de leitores e escritores, o como e o quando adquiriram o gosto pela leitura, dos percalços do caminho da construção desse leitor escritor e com bastante orgulho suas listas de favoritos.
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